Reparar

Reparar

A Reparação de pianos devolve ao instrumento as qualidades que já não tem. Um piano depende de um delicado e preciso conjunto de mecanismos que, tecla a tecla, transmitem a força tocada na tecla até ao martelo que percute a corda.

Por influência da utilização, alteração ambiental e passagem do tempo, os componentes podem ganhar folga, desgaste, deformação, atrito, ou partirem-se.

Reparamos e regulamos os componentes e o jogo entre eles, elevando a mecânica à melhor transmissão de força possível.

É nesse momento que se torna necessária uma Reparação de pianos. Seja em pianos mais recentes ou mais antigos, é frequente precisarem de uma intervenção que a simples Afinação, Harmonização ou Regulação já não resolvem por ser necessária a substituição de componentes.

Seja quando demasiadas cordas se partem, pela idade, seja quando já perderam demasiadas características e se tornaram pouco ricas, há um momento a partir do qual faz sentido re-encordoar o piano. O mesmo se passa quando as cabeças dos martelos já não podem ser rectificadas ou quando secam ao ponto de perderem as qualidades de elasticidade que são essenciais para nos devolverem o potencial do instrumento. Estas são as duas reparações cujos resultados são mais óbvios ao nível da sonoridade do piano, mas não são as únicas de que o instrumento pode necessitar. A reparação de pianos mecânica e/ou do teclado são até mais frequentes e melhoram substancialmente a qualidade da relação que se tem ao tocar. Os vários feltros, peles, eixos, entre outros, vão-se desgastando progressivamente e chegam a um ponto em que impedem a regulação do piano. O mesmo se pode passar com o desgaste das cordas e a afinação, ou com a velhice das cabeças e a harmonização.

 

Restaurar

O restauro difere da reparação por abarcar considerações de fidelidade histórica, podendo o cliente optar por a manter ou alterar.

Sendo fieis, usamos materiais, componentes e técnicas consistentes com o fabricante e a época de fabrico.

Pretendendo modernizar, utilizamos materiais, componentes e técnicas atuais que conferem ao instrumento uma sonoridade e robustez que não eram ainda possíveis na época de fabrico.

Restauro de um piano é a mais longa das intervenções que podemos fazer, por incluir todos os serviços anteriores, (afinação, harmonização, regulação e reparação).

Pode evidentemente ter vários graus de profundidade de intervenção, de acordo com as necessidades do piano e os objetivos do cliente. No restauro, existem múltiplas substituições de componentes, que podem ser exigidas por quatro razões principais: desgaste, mau funcionamento, para optimização do instrumento ou inexistência do componente. Algumas dessas substituições, nomeadamente os bordões, as cabeças, e peças de madeira, são de fabrico encomendado, especificamente para cada piano. De resto, os feltros e demais componentes, tal como molas, capas de teclado e peles, existem em stock nas mais variadas espessuras, densidades, e cores, por forma a garantir o melhor funcionamento da mecânica, teclado e sistema de pedais, bem como outras partes móveis.

Se bem que o ponto de partida num restauro ou reparação é a utilização das mesmas  especificações dos componentes, não é raro que o conhecimento atual e a tecnologia moderna, permitam uma optimização em relação ao que foi calculado no fabrico, por vezes há mais de 100 anos atrás. Para os clientes mais exigentes, temos vindo não só a recalcular o plano de cordas e a geometria da mecânica, mas também a substitui-las, quando desejado, por materiais de características com vantagens consideráveis.

Manutenção

Avenças personalizadas à medida de cada cliente que proporcionam serviços técnicos recorrentes para manter um piano com uma performance constante ao melhor preço possível.

Manutenção é uma inevitabilidade em qualquer instrumento musical e, dada a sua complexidade com as cerca de 230 cordas e composto por aproximadamente 8000 componentes individuais, o piano não é uma exceção. Aqui referimo-nos à manutenção como serviço planeado com regularidade, principalmente para Escolas e Conservatórios, bem como Estúdios, Salas de Concerto e Pianistas profissionais.

Os pianos, apesar da sua robustez que lhes permite serem transportados até às salas de concerto sem que se desregulem e praticamente sem se desafinarem, também têm as suas sensibilidades, que devem ser levadas em conta para serem bem cuidados e se manterem ao nível da qualidade da sua construção.

A manutenção pode ser pensada principalmente em três serviços, a afinação, a harmonização, e a regulação, sendo que podem ser feitas em conjunto ou em separado, embora estejam interligadas. Um piano só pode soar bem afinado se estiver bem harmonizado e bem regulado. O que se pretende ao fazer uma manutenção regular do piano é garantir, não só que o piano se mantém em condições óptimas, para que se possa usufruir em permanência do melhor que tem para nos proporcionar, mas também que a falta de manutenção não chegue ao ponto de degradar ou até mesmo comprometer os seus componentes. Por exemplo, se as cabeças ficarem demasiado rijas e/ou demasiado vincadas, a probabilidade de se partirem cordas é muito superior, tal como quando o piano desafina muito abaixo do diapasão e se tem de repor muita tensão nas cordas. Em termos de funcionamento da mecânica, há margens de funcionamento fora das quais o movimento de um componente pode forçar demasiado outro com o qual este interage e levando por vezes a parti-lo ou à consequente substituição por danos irreversíveis.

Pintar

A Pintura num Piano está directamente ligada à parte estética e tem a função principal de embelezar o Piano, mas também o design envolvente a ele.

Existem 6 tipos de acabamentos possíveis num piano, sendo estes: Integração Museológica, acabamento em Acrílico Bilhante, acabamento em Acrílico Mate, acabamento em Polyester Brilhante, acabamento em Goma Laca e Pintura Personalizada.

A Integração Museológica resume-se a deixar o aspecto do Piano “como está”, com toda a patine e marcas do tempo, fazendo pequenas reintegrações da cor e avivando algum do “brilho” original.

Os acabamentos Acrílico Bilhante ou Mate são pinturas equivalentes às dos automóveis, onde o piano fica como novo, a brilhar ou sem brilho (mate).

O Polyester Brilhante é o acabamento actual que os Pianos novos e recentes têm de fábrica, é uma pintura muito resistente, espessa e de alto brilho espelhado.

O acabamento em Goma Laca é por onde tudo começou na história dos pianos, na altura em que não existiam ainda componentes químicos de pintura nem pistolas de pintar a ar comprimido. É um processo moroso, feito com resinas e pigmentos naturais que é muito conhecido e visto em todos os pianos com mais de 80 anos.

A Pintura Personalizada cabe ao cliente escolher um motivo de pintura e nós vamos à procura de um Pintor capaz de o reproduzir no piano. Hajam ideias e hajam possibilidades tornadas realidade.

Devolva ao seu Piano a personalidade estética que desejar!